Notícias
Aposentados que empreendem: a nova força da economia prateada no Brasil
Nunca se viveu tanto, e nunca houve tanta gente reinventando a própria trajetória depois dos 60 anos. A aposentadoria precisa ser entendida não como um marco de encerramento da vida produtiva
Nunca se viveu tanto, e nunca houve tanta gente reinventando a própria trajetória depois dos 60 anos. A aposentadoria precisa ser entendida não como um marco de encerramento da vida produtiva, mas como o símbolo de uma profunda transformação econômica, social e cultural: o avanço da economia prateada.
Hoje, no Brasil, mais de 4,3 milhões de pessoas acima dos 60 anos estão à frente de seus próprios negócios, aponta o Sebrae. O número representa um crescimento superior a 50% na última década e evidencia que longevidade não combina com inatividade, mas com reinvenção.
A aposentadoria tradicional, baseada apenas na previdência, já não sustenta as demandas de uma vida mais longa. Custos com saúde aumentam, o poder de compra diminui e, muitas vezes, o desejo de continuar ativo permanece. Neste contexto, o empreendedorismo sênior deixa de ser exceção e passa a ser tendência.
A economia prateada vai muito além de produtos "para idosos". Envolve novos modelos de negócios, serviços, tecnologias, soluções de moradia, bem-estar, educação continuada e, principalmente, oportunidades de trabalho e renda para quem já acumulou algo valioso: experiência de vida.
Empreender depois dos 60 não é apenas uma alternativa financeira. É uma forma de preservar autonomia, saúde mental, identidade e pertencimento social. Estudos mostram que negócios liderados por pessoas mais velhas tendem a ser mais longevos e estáveis pela maturidade na tomada de decisão e capacidade de lidar com riscos de forma mais consciente.
Mas é preciso fazer um alerta: a longevidade sem planejamento cobra um preço alto. A economia prateada escancara a necessidade de olhar para o envelhecimento de forma integral: financeira, física, intelectual e social. Empreender pode ser libertador, mas exige preparo, adaptação ao mundo digital e, sobretudo, escolhas alinhadas à realidade dessa fase da vida.
Outro ponto fundamental é compreender que estamos avançando para a chamada quarta idade, formada por pessoas com mais de 80 anos, a faixa etária que mais cresce no Brasil. Esse dado reforça que pensar em renda, negócios e autonomia é uma pauta para todas as gerações que estão envelhecendo.
Valorizar o aposentado como protagonista, seja como consumidor, empreendedor ou profissional experiente, é uma decisão inteligente do ponto de vista econômico e, acima de tudo, humana. Afinal, aposentar-se não deveria significar parar, mas escolher novos caminhos, com mais consciência, liberdade e propósito.
Denise Maidanchen é especialista em longevidade, autora do livro "Economia Prateada: o poder da longevidade no mundo dos negócios" e CEO da Quanta Previdência – Quanta Previdência/divulgação
Links Úteis
Indicadores diários
| Compra | Venda | |
|---|---|---|
| Dólar Americano/Real Brasileiro | 5.2709 | 5.2739 |
| Euro/Real Brasileiro | 6.2098 | 6.2178 |
| Atualizado em: 05/02/2026 19:02 | ||
Indicadores de inflação
| 11/2025 | 12/2025 | 01/2026 | |
|---|---|---|---|
| IGP-DI | 0,01% | 0,10% | |
| IGP-M | 0,27% | -0,01% | 0,41% |
| INCC-DI | 0,27% | 0,21% | |
| INPC (IBGE) | 0,03% | 0,21% | |
| IPC (FIPE) | 0,20% | 0,32% | 0,21% |
| IPC (FGV) | 0,28% | 0,28% | |
| IPCA (IBGE) | 0,18% | 0,33% | |
| IPCA-E (IBGE) | 0,20% | 0,25% | 0,20% |
| IVAR (FGV) | 0,37% | 0,51% |