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Ela transformou a psicologia em estratégia de impacto social e lidera um projeto que abre portas para jovens da rede pública
Gabriela Rudnik estrutura um modelo que combina excelência acadêmica e fortalecimento emocional para transformar alunos da rede pública em protagonistas nas ciências
Em um cenário educacional onde o talento muitas vezes é desperdiçado pela desigualdade de acesso à excelência acadêmica e à informação, a psicóloga e empreendedora Gabriela Rudnik decidiu traçar um caminho diferente. Hoje, sua principal atuação está no terceiro setor, à frente do Instituto Fliegen, onde une sua formação em psicologia à experiência em gestão para estruturar impacto social com método e estratégia. Mais do que ensinar conteúdos acadêmicos, o instituto está redesenhando a forma como jovens da rede pública enxergam o próprio futuro por meio das olimpíadas de conhecimento.
Para Gabriela, o empreendedorismo nunca foi um conceito abstrato. Criada em uma família onde a gestão e a tomada de decisão faziam parte do café da manhã, ela entendeu cedo que construir algo relevante exige visão de longo prazo. No entanto, foi na psicologia que ela encontrou a ferramenta para humanizar essa estrutura.
"Minha inquietação sempre foi entender o que acontece nos 'bastidores' da mente humana. O que faz um jovem desistir diante de um desafio? O que bloqueia a confiança? Eu queria entender o que impulsiona alguém a acreditar em si mesmo quando o mundo ao redor diz o contrário", explica Gabriela.
A ponte entre o comportamento e a excelência
O Instituto Fliegen nasceu da concretização de um sonho idealizado por seu pai, iniciativa que Gabriela hoje ajuda a estruturar, fortalecer e consolidar. Ao assumir esse desafio, ela passou a unir sua formação em psicologia à experiência em gestão para dar método, consistência e visão estratégica a uma missão que já carregava propósito desde a origem.
Com foco claro, e ambicioso, o instituto prepara alunos de escolas públicas para competições de alto nível em matemática, física, robótica e astronomia. Para muitos desses jovens, essas medalhas representam muito mais do que reconhecimento acadêmico: tornam-se passaportes para bolsas de estudo integrais, intercâmbios e oportunidades em universidades de excelência, ampliando horizontes que antes pareciam distantes.
Inteligência não é privilégio, é oportunidade
O diferencial do Fliegen reside na quebra de um paradigma comum no Brasil: a ideia de que o alto desempenho acadêmico é restrito a quem tem recursos.
"Inteligência não é um privilégio de classe, é uma semente que precisa de solo fértil. O Instituto existe para ser esse solo. Trabalhamos a excelência acadêmica, mas o nosso pilar invisível é o fortalecimento emocional. Se o aluno não tiver segurança e senso de pertencimento, ele não consegue competir de igual para igual", afirma Gabriela.
Essa abordagem utiliza a psicologia aplicada em todas as etapas: desde o processo seletivo dos alunos até o suporte à equipe pedagógica. Gabriela acredita que o sucesso em uma olimpíada científica depende 50% de conteúdo e 50% de mentalidade de crescimento.
Liderança feminina e o "efeito espelho" nas ciências
Neste Mês das Mulheres, o trabalho de Gabriela ganha ainda mais relevância. Apesar de as meninas demonstrarem grande capacidade e desempenho ao longo da trajetória escolar, é comum que muitas se afastem das áreas de exatas durante a adolescência. Entre os fatores estão a escassez de referências femininas e a percepção de que esses espaços não foram historicamente pensados para elas.
No Instituto Fliegen, a inclusão feminina nas áreas científicas não é discurso, é prática. Ao aproximar alunas de mentoras, criar ambientes de incentivo e fortalecer a autoconfiança dessas jovens, Gabriela contribui para ampliar horizontes e formar uma nova geração de cientistas e engenheiras no país.
"Quando uma menina conquista uma medalha em uma olimpíada de física, ela não está apenas resolvendo equações. Ela está rompendo um ciclo de invisibilidade. Ela transforma a maneira como a família a enxerga e, principalmente, como ela passa a se enxergar no mundo", afirma a presidente do instituto.
Gestão com alma, impacto com estrutura
Gabriela Rudnik é o exemplo de uma nova safra de líderes que não separam "empatia" de "estratégia". Para ela, a sensibilidade não é uma fraqueza na liderança, mas um ativo que fortalece a tomada de decisão.
"Propósito é o que nos faz começar, mas é a gestão profissional que nos permite continuar. Para transformar a educação, precisamos de estrutura, clareza e, acima de tudo, humanidade", conclui.
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