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Emprego no setor de alimentação fora do lar recua no início do ano

Queda no número de trabalhadores acompanha recuo na confiança empresarial e pressão sobre as margens

O setor de alimentação fora do lar começou o ano com sinais de perda de ritmo na atividade. Segundo a PNAD Contínua, divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (5), o trimestre encerrado em janeiro registrou queda de 107 mil trabalhadores no segmento de alojamento e alimentação, categoria na qual a alimentação fora do lar responde por cerca de 85% das ocupações. Movimento observado também pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) por meio do Caged, que mede apenas os empregos com carteira assinada.

Os dados do MTE divulgados essa semana também apontam para diminuição da mão de obra no setor. Segundo o índice, houve diminuição de 6508 postos de trabalho com carteira assinada no setor em janeiro. O movimento acompanha outros indicadores que apontam maior cautela no setor.

Em fevereiro, o Índice de Confiança Empresarial (ICE) do FGV IBRE registrou recuo no setor de serviços, grupo que inclui o setor de alimentação fora do lar, sinalizando expectativas mais moderadas para os próximos meses. Ao mesmo tempo, pesquisa da Abrasel mostra piora recente da situação financeira das empresas.

Levantamento da Abrasel aponta que 23% dos bares e restaurantes operaram com prejuízo em janeiro, ante 16% em dezembro. No mesmo período, o percentual de negócios com lucro caiu de 47% para 41%, enquanto 36% permaneceram em equilíbrio.

De acordo com Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, o setor está passando por um momento de desaceleração após bom final de ano.

"O setor atravessa um começo de ano mais difícil, com pressão sobre o caixa e sinais de desaceleração que exigem cautela na gestão. Ainda assim, estamos apenas no início de um ano que tende a abrir janelas importantes para recuperar fôlego. A Copa do Mundo, a concentração de feriados e o período eleitoral devem puxar momentos de maior movimento, o que pode ajudar a compensar esse início abaixo do esperado", comenta.

Contratações de mulheres batem recorde para o mês de janeiro

Apesar dos dados do Caged mostrarem mais demissões que admissões, o setor manteve volume relevante de contratações. Em janeiro, foram registradas 116.280 admissões no segmento de alimentação fora do lar, das quais 68.613 foram de mulheres, o maior número já registrado para o mês desde o início da série histórica.

A predominância feminina nas contratações já é uma tendência consolidada no setor. Em 2025, 58,9% das admissões formais em bares e restaurantes foram ocupadas por mulheres, de acordo com levantamento da Abrasel com base nos dados do Caged.

"O setor começou o ano em um ambiente mais cauteloso, com margens pressionadas e aumento do número de empresas operando no vermelho. Ainda assim, bares e restaurantes seguem sendo uma porta importante de entrada no mercado formal de trabalho, com forte geração de oportunidades, especialmente para mulheres", comenta.

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