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Inteiros no trabalho: emoção também é performance

Por que empresas que fortalecem a segurança psicológica têm equipes mais engajadas, produtivas e humanas sem silenciar emoções

A vida não se desenha em extremos, mas nos espaços entre eles. Mente e corpo, razão e emoção, dentro e fora, despedida e reencontro — tudo pulsa junto, em um mesmo compasso imperfeito. Talvez amadurecer seja justamente isso: acolher as polaridades que nos habitam, sem sentir que precisamos escolher um lado.

Há beleza nesse paradoxo de chorar e sorrir ao mesmo tempo. É a prova de que somos feitos de matéria ambígua, cheia de nuances. “As lágrimas, afinal, são o sangue do coração”, escreveu Anton Tchekhov — e talvez por isso doam e purifiquem na mesma medida.

Mas vivemos um tempo que teme a complexidade. Um tempo que busca respostas rápidas, métricas precisas e emoções discretas. No trabalho, isso se traduz em comportamentos controlados e sentimentos engavetados. Acontece que nenhum time floresce onde as pessoas precisam usar máscaras. Segurança psicológica nasce justamente do oposto: do direito de sentir, discordar, errar e, ainda assim, pertencer.

A literatura, como afirmou Francine Prose, nos ensina a ver o mundo como ele é — não como gostaríamos que fosse. Nas relações profissionais, é a mesma lógica: confiança só se constrói quando enxergamos o outro por inteiro, com suas contradições, vulnerabilidades e brilhos.

Chorar e sorrir não são opostos, mas expressões complementares da verdade emocional. No trabalho, isso significa reconhecer que não existe alta performance sem humanidade, nem resultado sustentável sem espaço para o real.

Talvez a verdadeira evolução das empresas — e de cada um de nós — esteja justamente nisso: criar lugares onde seja possível rir sem culpa e desabar sem medo. Onde emoção não seja sinônimo de fraqueza, mas de presença.

Porque, no fim, segurança psicológica é permitir que cada pessoa trabalhe como é: inteira, mesmo nos dias em que chega em pedaços.

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