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MEI e autônomo: quando movimentação via Pix precisa ser declarada no IR 2026?
A movimentação via Pix, por si só, não gera imposto e não obriga declaração automática
A movimentação via Pix, por si só, não gera imposto e não obriga declaração automática.
No entanto, em 2026, a Receita Federal considera um ponto decisivo: a origem do dinheiro.
Ou seja, sempre que o valor recebido representar renda ou faturamento, o contribuinte precisa declarar.
Quando o Pix precisa ser declarado no Imposto de Renda em 2026?
O contribuinte deve considerar o Pix na declaração quando o valor recebido corresponder a:
pagamento por serviço;
venda de produto;
atividade profissional habitual.
Portanto, a Receita não avalia o meio de pagamento. Ela avalia a natureza do dinheiro.
Por outro lado, transferências, devoluções e movimentações entre contas da mesma pessoa não caracterizam renda.
Autônomo: como declarar Pix recebido por serviços em 2026?
Quem atua como profissional autônomo, sem CNPJ, precisa declarar todo valor recebido pelo próprio trabalho.
Isso, inclusive, vale para pagamentos feitos por Pix, dinheiro, TED ou cartão.
O que entra na declaração?
O autônomo deve informar:
pagamentos por prestação de serviços;
valores recebidos de pessoas físicas;
recebimentos recorrentes ligados à atividade profissional.
Todos esses valores entram como rendimentos tributáveis.
Onde informar no programa do IR
O contribuinte deve lançar os valores na ficha:
Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Física e do Exterior.
Além disso, quando utiliza o Carnê-Leão, o autônomo precisa manter os recolhimentos mensais compatíveis com os valores realmente recebidos.
Consequentemente, quando o profissional recebe altos volumes por Pix e não declara esses rendimentos, a inconsistência aparece com facilidade.
MEI: Pix precisa ser declarado no IR 2026?
No caso do Microempreendedor Individual, a regra segue outro caminho.
O Pix recebido pelas vendas ou pelos serviços não entra diretamente no Imposto de Renda da pessoa física.
Porém, o MEI deve registrar todos esses valores no faturamento anual da empresa.
Onde o MEI informa o Pix
O empreendedor deve informar o valor total recebido no ano, inclusive via Pix, na:
Declaração Anual do Simples Nacional do MEI (DASN-SIMEI).
Em outras palavras, todo Pix que represente receita do negócio compõe o faturamento bruto.
E quando o Pix cai na conta pessoal?
Mesmo quando o cliente transfere o valor para a conta do CPF, o empreendedor precisa tratar esse recebimento como receita do MEI.
Portanto, o empreendedor deve somar normalmente esse valor ao faturamento da empresa.
Pix gera imposto automaticamente em 2026?
Não. O Pix não cria imposto.
Entretanto, a Receita Federal cruza informações bancárias com os rendimentos informados na declaração.
Assim, quando a movimentação financeira não combina com a renda declarada, o órgão convoca o contribuinte para apresentar explicações.
O que não precisa ser declarado como Pix no IR 2026
Não configuram renda:
transferências entre contas da mesma titularidade;
devolução de valores;
empréstimos entre pessoas físicas;
repasses ocasionais sem caráter de pagamento por serviço.
Mesmo assim, guardar comprovantes continua essencial para demonstrar a origem dos recursos.
Resumo prático para MEI e autônomo em 2026
Autônomo: Pix por serviço entra como rendimento tributável no IR.
MEI: Pix por venda ou serviço entra no faturamento da DASN-SIMEI.
Pix não representa imposto.
A Receita avalia a origem do dinheiro.
Portanto, em 2026, a regra permanece direta: sempre que o Pix representar renda ou receita, o contribuinte deve informar o valor na declaração correta.
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